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Mais uma vez, os números do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados pelo IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 11 de março, relativos
ao desempenho da construção civil no ano de 2009, não retrataram a visível
recuperação das construtoras.”
Foi o que afirmou o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe. Segundo ele,
o IBGE calcula o desempenho do setor principalmente com base na produção
física dos materiais de construção. De fato, a recuperação do desempenho
desses insumos no segundo semestre não superou as perdas sofridas no primeiro
semestre, decorrentes da brusca retração da demanda ocorrida como
consequência da crise financeira.
Como se recorda, a produção física dos materiais de construção declinou no
início de 2009 principalmente devido à queda nas exportações, aos estoques
elevados de materiais e à diminuição dos projetos das famílias de
autoconstruir ou reformar. Hoje, esse segmento da indústria dá sinais de
vigorosa recuperação, com o consumo de cimento em patamar acima do registrado
no mesmo período do ano passado.
“O declínio da produção dos materiais explica porque, no cálculo do IBGE, o
PIB da construção civil acabou sofrendo uma queda de 6,3% em 2009, mesmo com
o crescimento de 2,5% do setor registrado no último trimestre do ano, em
comparação com o mesmo período do ano anterior”, disse Watanabe.
“Contudo, quando o IBGE calcular as outras variáveis, principalmente o valor
adicionado gerado pelas construtoras, certamente o desempenho do setor terá
sido melhor. Na estimativa do SindusCon-SP, a construção deve ter crescido
perto de 1% em 2009. E poderá atingir uma expansão de cerca de 9% em 2010”,
completou o presidente do SindusCon-SP.
Watanabe destacou que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede a
taxa de investimentos no país, apresentou crescimento de 6,6% no quarto
trimestre de 2009 em relação ao terceiro trimestre. Em relação ao quarto
trimestre de 2008, o crescimento foi de 3,6%. “São sinais que confirmam a retomada
dos investimentos na construção."
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