Cerca de 40% dos empreendimentos em Belo Horizonte estão irregulares
Estatística, embora ainda
alta, já esteve perto dos 70% em 2008. Para Crea, novo código de obras
facilitou a redução das irregularidades
Belo
Horizonte fechou 2009 com mais de 40% dos empreendimentos irregulares. É o que
diz o levantamento realizado pelo Crea-MG (Conselho Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais), que fiscalizou mais de 4,3 mil
construções em toda a cidade. A principal irregularidade encontrada foi a falta
de responsável técnico pelas obras.
Dos
empreendimentos fiscalizados na capital mineira, 1838 construções receberam
notificações e, dessas, 189 foram multadas. O número de empreendimentos
irregulares, apesar de alto, já chegou perto dos 70% em 2008 na cidade. O
Crea-MG atribui a redução, entre outros fatores, à aprovação do novo Código de
Obras de Belo Horizonte, que entrou em vigor em julho de 2009 e substituiu a
legislação de 1940.
O novo
documento modificou pelo menos 70% das normas e exigências para erguer uma
casa, uma loja ou um prédio, dando mais agilidade aos processos de aprovação e
licenciamento de obras na capital. Antigamente, esses processos poderiam variar
de 90 dias a dois anos. Agora, o prazo máximo é de 45 dias corridos.
O código
também reúne regras de prevenção de incêndio e acessibilidade, antes tratadas
em outras leis, e todas as exigências estão organizadas em tabelas, para
facilitar a consulta. Outra novidade é que um só técnico avalia um projeto, o
que evita entendimentos diversos. Por fim, a vigência do documento, de seis
meses, passou a ser de quatro anos.