Nova norma de coordenação modular favorece o mercado de blocos de concreto
Uma nova
norma para coordenação modular para a construção civil entrará em consulta
pública em fevereiro. Resultado de um estudo realizado com diversos segmentos
da construção civil, a nova norma regulamentará a construção modular no Brasil,
que atualmente não é obedecida por diversos segmentos. “A indústria de blocos
de concreto é uma das únicas a seguir o padrão da coordenação modular.
Esperamos que, com a entrada em vigor da norma, a coordenação modular seja de
fato a base fundamental para a construção em um padrão aberto”, diz Carlos
Alberto Tauil, secretário executivo da Associação Brasileira da Indústria de
Bloco de Concreto, BlocoBrasil.
Elaborada
com base na normativa internacional: ISO 1006/1983 – Building Construction –
Modular Coordination – Basic Module; ISO 1791 – 1983 - Building Construction –
Modular Coordination – Vocabulary, e ISO 2848 – 1984 - Building Construction –
Modular Coordination – Principles and Rules, a nova norma adota o padrão de
espaço de coordenação de 100 mm. As definições de medida real, verificada
diretamente do objeto, e a medida nominal, que é a esperada de um objeto e
definida antes da fabricação, serão definidas a partir da medida de coordenação
modular, facilitando a verificação e a padronização dos diversos componentes
construtivos pela cadeia produtiva da construção civil. A partir da
normatização haverá somente a medida de coordenação, que é de 100 mm.
A nova norma
está inserida nos Programas para Fortalecer a Competitividade da Construção
civil brasileira, abarcados pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP),
sob a coordenação geral do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior (Mdic). A BlocoBrasil participa dessas discussões, em conjunto com a
ABCP e o Sinaprocim/Sinprocim. “A tendência é de que, após sua implantação,
haja um salto de qualidade na construção civil brasileira rumo à
industrialização, favorecendo também a exportação de produtos desse importante
setor da economia brasileira”, avalia Marcelo Kaiuca, presidente da
BlocoBrasil.